segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Querer

E se eu quiser te ver
E se eu quiser te ter
E se eu quiser?
Te perturbar te sacudir te tirar daí
Te apresentar um outro mundo
E se eu quiser te levar pro meu sonho
Um lugar distante do seu passado
Te trazer pro meu presente
Meu lugar, tão diferente do teu...
Desapegado
Com o coração pronto na mão
Fervente.
Mas acordo ciente
De seus outros caminhos
Suas outras escolhas
E mantenho nossas pequenas coisas
Num lugar ainda seguro
Quase escuro
Mas dói.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

desatinei de novo

Desatinei
Abri o véu
O zíper
Até cantei... desafinando o desafinado
Como sempre.
E me flagrei destemperada gargalhando
Ao seu som
Que pareceu com o dum mar
Distante...

esclarecimentos sobre nova inspiração

Seu cheiro
Seu gosto
Seu som
Permanentes por aqui...
Sua textura temperatura e obsessões
Se fixaram
Na memória...
Ter pra crer que existe sensibilidade aflorada
Riso solto... fácil
Medos assumidos
Assumidas pulsões
Pulsações distintas diversas misturadas
Num compasso de beijo molhado
Sem espaço de tempo determinado
Pra ter ou não ter
Mais.
Mas não importa

sábado, 29 de agosto de 2009

Nova Inspiração

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Desatei...

outra Lua...

e eu aqui de novo... espantosa repetição... não? que coisa rara por aqui!olho pra ela agora que divinamente cheia, transborda, e eu me confesso.
Tttttttttttttttrágica, belicosa e arredia...
Cafona, romântica e latina
mas paciente.................
pedinte............
desejosa
sempre.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lua Cheia

Não tô com medo de rir... tá tudo tão convidativo... eu não sou muito receptiva ...sou arredia resisto. E as coisas que eu mais quero... resisto. Eita danado de medo! O perseguidor! Me irrita sabia. Fico aqui falando uma língua que ninguém entende. Muda. Com tanta coisa outra pra dizer. E como se falasse outra língua falo sozinha e aí falo pra lua... pra aquela tua... Ai inspiração danada essa... moleca fica insistindo por aqui só pra me ouvir falar de você. Meio envergonhada meio sem graça um pouco confusa reticente em ser precipitada... me encolho... recolho.

domingo, 7 de junho de 2009

Deusas de Bressani





Euá

Um gigante réptil apareceu numa cabana elevada numa estrutura rústica de bambu. Era uma casa linda. Um quintal repleto de árvores muito frondosas. A casa estava cheia, alguns dormiam outros passeavam. Alguns tomavam vinho lá fora. Era quase o crepúsculo e ela já nos rondava. De alguma maneira eu sabia que ela estava lá mas mesmo assim adormeci... não sabia que ela seria capaz de invadir a casa numa hora tão imprópria. Acordei fugindo como um igual de sua investigação inadequada... Eu passeava acordada e em sonho por dormentes flutuantes... como por um rio caudaloso e divino e via seu corpo de cima rastejando cautelosamente pelo meu lar...espaço sempre público ...
Após uma longa passagem de tempo... eu não sei quanto... Tempo um Senhor que sempre faz com que eu me perca...
Me deparei com olhar dela... não sei como nomeá-la ...meu Pai me disse que era Euá... mas também não sei se é assim que escrevo como se escreve? ... Então a Deusa também atenta e nua também, me olhou... que presente!!!!!!!!...
Acordei.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Mediterrâneo

Desatinei
Abri o véu
O zíper
Até cantei... desafinando o desafinado
Como sempre.
E me flagrei destemperada gargalhando
Ao seu som
Que pareceu com o dum mar
Distante...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Apagador

É tudo fogo de palha mesmo
Meu corpo estremece
Fica insano e dois dias depois nem se lembra mais de nada
Apaga os registros como quem passa o apagador no quadro negro
Negra alma inabalável essa minha
Não se apaixona mais
Não quer mais nada
Ai afetos
Chamegos
Não provocam mais por aqui turbulências
E sigo ...

Gosto

Acordar cedo... ir ao parque ver crianças, usar tênis e comer croissaints de chocolate...beber ainda mais coca cola água água de coco amanhã...ver o céu claro, o sol rachando até o nariz da gente a pele branca alva reluzindo o brilho da luz intensa
Sem cigarros horas sem cigarros
Trabalhar falar de coisas? Não só olhar o mundo ir... as horas passando voltar sentar aqui no mesmo lugar e resolver pendências sempre tenho uma pendência deixo as coisas ficarem pendentes, pesam...
eu gosto do Gosto
pode ser isso o gosto..

terça-feira, 14 de abril de 2009

insanidade

Portal dos meus ouvidos
Da minha boca
Dos meus desejos
Do meu sexo exposto
Das minhas invirtudes
Dos meus sonhos
Das minhas mãos no teu
Da minha loucura
Do meu coração
Medroso
Da minha mente insana
Do meu não querer querendo sempre tardio
Da minha insanidade
Dos meus destemperos
Da minha cabeça tonta
Da minha fome
Dos meus nos teus
Dos meus no teu
Não sei até quando
Foi até hoje
Até amanhã de outro sempre aberto exposto
Redondilhas de um verso incurado
Doença?
Armadilha...
De deuses
Sou nada mais que anfitriã
De uma festa quase sempre sem convivas
Insatisfeita permaneço com aqueles que comparecem
incompletos
divididos
inquietos e velozes
com seus próprios quereres

segunda-feira, 6 de abril de 2009

intruso

Enquanto a tempos te descuido
Não te visito
Não te olho
Nem sequer te penso
Apareces sem querer por aqui
Sempre...
Vai chegando devagar
Na imaginação
Como uma obra criada
Depois...
Vai aparecendo na minha frente
Querendo ser lembrado
Ficando
Dizendo
Olhando...
Dormindo
E pouco tempo depois
Aparecendo nos meus sonhos
De intruso

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

luz da lua

Por um instante hoje eu pensei que o caminho estava finalmente mudando de trajetória...chuva leve céu cinzento. Acordo as nove...nada a me prender na cama nada a me fazer levantar...mãe? acordar levantar o dia o meu o teu... telefones...encontros... poesia...presentes...cervejas....desculpas teu olhar de novo e de novo e de novo e de novo...minha boca se intimida... me embriago...paro desfocada...? desfocado...
Vamos? Vamos ... desalento descrença fé... pai? calmaria.... frio luz negra lua velha... oxum e eu...

sábado, 18 de outubro de 2008

Lua Vermelha

Pra Te encontrar é sempre dia de lua vermelha Inesperado olhar de lizs pareço devorada devoro os minutos pra compensar Não fico muito tempo do lado sou freada você já sabe?os segredos? Não creio Não devia ter tomado do seu copo descobri os seus ... Peito amarrado! Deixe em paz meu coração... E meu corpo Meu alarme toca Acende a luz vermelha e eu paro Sento de longe Fico afastada Recuo Você vai embora? Detenho-me Te toco Um abraço Minhas mãos passeiam Tuas costas Teus dedos Cheiro E pra depois Deixo uma brecha Aberta Mesmo assim quero É? Meu olho o teu responde durmo sozinha amanheço e aqui dentro ainda tem os de ontem manhã cinza cigarras calor masco a hortelã que te aguardava acendo um cigarro brinco com a fumaça melhor assim... 18/10/2008.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Estado de ser
Vasculhador de gavetas
Recheadas sempre de pedaços de papéis.
Onde será que estão suas outras partes?
Seus inteiros perdidos por aí
Desapegados de suas origens, seus pais primeiros
escolheram outros familiares
se desmembraram foi?
Inacabados bilhetes, papéis de presente, guardanapos
Cadernetas com folhas arrancadas
Idéias ainda peladas desformes inacabadas
Só as encontro pelas partes
Ora braços, pés
Unhas migalhas de carne
As vezes rubras sangram
Inundam o quarto
A cama de dormir
E eu vasculhador tento inutilmente enfiar cada um dos pedaços pra dentro das gavetas

sábado, 19 de julho de 2008

Insana

Que permaneça então. Permanentemente por aqui enquanto houver pele e carne em mim pulsando por isso. Que minha coroa seja honrada com o calor e a devoção do meu próprio afeto e prazer por uma ânsia que me estimula e revigora. que a música que toque seja pra sempre tango, e a dança dançada um flamenco, que a cor pra sempre seja vermelho intenso, sangue, e que as papoulas brotem dentro de mim o ano inteiro.. que o desejo continue a me impulsionar fazendo meus sonhos perdurarem até durante os dias esta é a reza que agora quero rezar. Não há preocupação com o fim nem com o inicio, o que foi e o que será se dissolveram em mim. Como as águas do rio que correm, sendo sempre a mesma água, estou sempre estar sendo. Minha mente se entrega desavergonhadamente ao sonho. Imprecisa, instável aprecio a tormenta que sem ela me afogo na imobilidade de mim. Já não rastejo vôo ... já não lamento suspiro... já não choro gargalho... mesmo sem razão. A razão se foi não me espera mais em nenhum lugar, deixei que ficasse me esperando para um encontro que não fui nem irei... sinto muito, quer dizer não sinto ela permanecerá perdida de mim até nunca mais. Que assim seja!!!!!!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A enforcada

Pendurada de cabeça para baixo, suspensa, enforcada sem nenhuma corda no pescoço. Presa pelo peito, pelos fios de cabelo. Como numa armadilha agarrada pelos pés. Ela não sabia como descer, gritava as vezes um grito raivoso e ninguém escutava estava sozinha. O lugar era bonito e até interessante não fosse a situação de imobilidade, ver o mundo de cabeça pra baixo, pra ela que sempre tinha a maioria das coisas no lugar podia ser até divertido. Mas ela não estava achando nenhuma graça. A comida não descia, pelo contrário voltava. A garganta sempre seca e o sangue já fervido em sua cabeça. Ainda bem que era inverno e o sol apesar de brilhante não era tão intenso. A pele queimava muito lentamente dava pra suportar, o pior mesmo eram as mãos. Ela sempre sentira muito frio nas mãos e não conseguia mantê-las mais dentro do bolso da calça, a força da gravidade as puxavam pra baixo, assim como todo o resto do seu corpo. Várias noites já haviam se passado alguns viajantes passavam por ali mas nenhum deles conseguia desatar os nós que a prendiam, tentavam lhe dar algo pra comer , pra beber mas tais iniciativas eram em vão. Estranho era que ela não adoecia, não morria, estava viva, forte talvez um pouco tonta, talvez tivesse perdido parte da lucidez mas isso lhe permitia sonhar. E como sonhava!! A única coisa que conseguia ingerir sem repulsa era a fumaça dos cigarros. Sempre que algum viajante passava, ela lhes pedia para que acendessem um e esse era o tempo em que eles permaneciam ao seu lado segurando delicadamente o cigarro até o final para que ela não se queimasse. Era tudo que podiam fazer. Isso lhe preocupava, pois nenhum dos viajantes carregava cigarros e os dela já estavam quase no fim. O que faria quando eles acabassem?